quarta-feira, 17 de março de 2010
O mar não está para peixe.. nem para os mamíferos marinhos - Parte I
Bom... Acho que todos tem visto as notícias na mídia sobre a orca, Tillikum, que matou a treinadora Dawn Brancheau, do Sea World no último dia 24. A "polêmica" sobre o assunto é grande, portanto acho que devo dar a minha contribuição. O outro tema deste post é o filme "The Cove", um pouco menos conhecido talvez, que assisti anteontem e me sinto que devo divulgar aqui.
Então, vamos ao Tilly... Eventos como a morte dessa treinadora nos deixam sempre tristes, mas também nos fazem pensar um pouco. Este não é o primeiro caso, inclusive nem é o primeiro caso com a orca Tilly. Dois outros casos já haviam ocorrido, por volta de 1991, um com uma outra treinadora e outro com um homem que aparentemente escapou à segurança e entrou no tanque da orca. Estes acidentes é claro são apenas reflexo da situação de stress absurda em que estes animais se encontram em parques aquáticos como o Sea World.
Estas orcas (mas também todos os outros animais marinhos que se encontram presos nestes parques) vivem uma vida de privação e tristeza muito grande. Não é privação de comida nem nutrientes, é privação de liberdade mesmo. As vezes é difícil para a gente imaginar ou se colocar no lugar destes animais, pois nós estamos do lado de fora e quem frequenta a este tipo de "espetáculo", simplesmente assiste e vai para a sua casa. Mas as baleias ficam lá, na mesma piscina. E outras pessoas passam por lá e assistem ao "show", mas as baleias continuam lá, na mesma piscina. Agora e se a gente tentasse se colocar no lugar desses animais? Se imagine preso numa caixa, dia e noite (pq é isso que estas ínfimas piscinas são, em relação ao oceano... talvez até menos). E várias pessoas vem te olhar todos os dias, bater palmas. Mas você continua na mesma caixa, sempre. Eu me sinto preso só de pensar.
Por isso acredito que esse tipo de entretenimento (que gera um lucro imenso) não deve ser incentivado. Por mais que estes animais pareçam felizes eles não estam, nem podem estar, pelo simples fato de que eles estão presos. Se queremos mesmo aprender com esses seres, precisamos conhecê-los no seu estado natural, livre, onde podemos tentar compreender, ou pelo menos perceber, toda a beleza e a inteligência dos nossos irmãos do mar. Informação sobre como seres sencientes se comportam em privação de liberdade, nós já temos demais nas nossas próprias prisões.
Para terminar esta parte, gostaria de colocar aqui dois vídeos do ambientalista Jean-Michel Cousteau, justamente sobre este tema do post. Infelizmente eu só achei em inglês, mas quem quiser vale mesmo a pena ver:
Jean-Michel Cousteau's Statement on Captive Orcas & the Trainer Killed at Sea World
Call of the Killer Whale - Jean-Michel Cousteau
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário